Carlos Nelson Coutinho e a Revolução Russa entre passado e presente

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Victor Neves

Resumo

A interpretação madura da Revolução Russa por Carlos Nelson Coutinho expressa-se, sobretudo, através de seus escritos políticos, fundando-se antes sobre a problematização do lugar ocupado por aquele evento na definição de uma estratégia de luta socialista do que sobre estudos historiográficos de caráter intensivo. Coutinho tende, nesses marcos, a hipostasiar os aspectos insurrecionais daquele fenômeno, para então circunscrevê-lo como típico de formações econômico-sociais consideradas retardatárias, onde o Estado seria demasiado forte em relação à sociedade civil – em suma, do “Oriente”. Mas essa atribuição não se dá sem tensões: Coutinho tem em alta conta o heroísmo expresso em Outubro, assim como nutre profunda admiração por Lênin e pela URSS, negando, entretanto, a pertinência de um suposto caminho russo como inspiração a ser aproveitada no "Ocidente" e problematizando os resultados obtidos pelas revoluções "explosivas" no sentido da emancipação humana.

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Seção
Artigos
Biografia do Autor

Victor Neves, NEPEM/UFRJ

Pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Ideologia / NEPEM (ESS-UFRJ).